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A Vem Ser é uma equipe de profissionais atua hoje no mercado com ênfase na (Re)Orientação  Profissional (OP).

A  Orientação Profissional (OP) é destinada àqueles que buscam experienciar uma profunda relação perceptiva de si e do mercado de trabalho, a fim de adquirir maior amplitude sobre qual decisão tomar frente às inúmeras opções de escolha profissional existente. Por meio do uso constante de recursos criteriosamente levantados para cada tipo de demanda, os orientadores responsáveis têm por objetivo auxiliar seus clientes a descobrirem ao longo do desenvolvimento da proposta quem eles querem ser, onde querem chegar e como poderão realizar-se profissionalmente. Clarear as ideias, metas e objetivos é o foco do trabalho, para que assim escolhas mais conscientes, maduras  e responsáveis sejam realizadas.

 A proposta do trabalho abrange também auxiliar àqueles que por ventura encontram-se em conflito com a profissão já desempenhada, não se sentem satisfeito com o curso estudado na academia, sofrem por estarem enfrentando uma nova etapa da vida, como éo caso da aposentadoria , ou  por algum motivo tornaram-se infelizes e/ou sem condições  de desempenhar a ocupação sempre exercida, para este público é recomendo o recurso da reorientação profissional e replanejamento de carreira.

Tanto o processo orientação como o de reorientação acontecem através do uso de entrevista inicial, técnicas, testes, jogos, pesquisa, dinâmicas, informação e estratégia clínica pertinente a cada demanda específica. Finalizado com devolutiva e análise dos materiais.

As escolas normalmente não possuem um espaço propicio que possa contribuir para que seus alunos enxerguem em si as possibilidades de atuação profissional. Existe sim uma prática pragmática de formar seres eficientes para passar no vestibular e entrar no mercado de trabalho, mas não uma que vise aos alunos o desenvolvimento mente-corpo. Essa trajetória nos fez desejar abrir espaço para refletir e debater a Orientação Profissional de uma maneira diferente, na prática, de maneira intensa e dinâmica.

Agende uma entrevista inicial!

Duração: aproximadamente 10 encontros.

Encontros em grupo ou individual.

Carga horária: 2 horas (grupo)

1h 15 min. (individual)

Maiores informações: vemserovp@hotmail.com

Profissionais Responsáveis

Mariana Dalmoro: Psicóloga formada pela PUCPR, Especialista em Acompanhamento Terapêutico, equipe FOCOH e Especialista em formação em Análise Reichiana e Bioenergética pelo Centro Reichiano, Curitiba/ PR e cursando formação teórico-prática em Orientação Profissional Processual e de Desenvolvimento de Carreira. Atualmente trabalha como psicóloga de um Centro de Educação para Surdos.

CRP: 08/16134

Consultório: Rua São Sebastião, nº 783, Centro Cívico/ Ahú.

(41) 9870-5059

mariana.dalmoro@hotmail.com

Guilherme Corrêa: Psicólogo formado pela PUCPR, Mestrando em Psicologia Social Comunitária – Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

CRP: 08/16620

(41) 9112-9567

guilhermefp.correa@hotmail.com

Aprender a desaprender significa evoluir, deixar aquilo que acreditamos e aceitar novas verdades.

 

 

Na verdade não estou aqui para dar uma receita de sucesso já pronta e tão pouco quero me colocar como mestre a ensinar até porque ainda tenho muito, mas muito mesmo a aprender, entretanto, saiba que não é possível criar a trajetória de uma carreira de sucesso, mas, é perfeitamente possível construí-la e esta construção passa necessariamente pelo esforço e pela dedicação. Eu diria que a confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso e a disciplina é a sua parte mais importante. Construir uma carreira de sucesso requer mais do que um diploma de primeira linha, exige disposição em aceitar que sempre há algo novo para aprender, saber lidar com os erros e aproveitar as oportunidades. O Dr. Roberto Shinyashiki ensina o que ele acredita ser a postura de um vencedor quando diz que; “Quando não sabe, pergunta. Quando não pode, não promete. Quando promete, cumpre. Quando sabe, assume. Quando assume, faz”. É certo, porém, que somente o esforço e a dedicação também não são suficientes.

Em primeiro lugar é preciso estar aberto às mudanças e estar aberto às mudanças é o mesmo que aprender a desaprender.

Hoje se fala muito em aprender a aprender. Aliás, aprender não é só uma questão de se inscrever em um curso e ser alimentado de informações à força. O verdadeiro aprendizado vem de ter curiosidade constante sobre o mundo e aproveitar as várias oportunidades que surgem. Requer leitura e questionamentos constantes, afinal, o segredo para uma vida calmamente satisfatória é o conhecimento. Infelizmente, a quantidade mínima de conhecimento aceitável aumenta constantemente e o conhecimento em si muda com a regularidade de uma queda d’água. Isto significa que o que anteriormente estava no topo, hoje não tem nada a ver. É possível ser exótico, talvez, quando se tornar obsoleto, mas não interessante, uma vez que algo interessante depende de se ter interesse. O hábito de aprender é o que nos realiza, nos faz sobreviver e nos mantêm interessados. Existem três condições para aprender; vontade, disciplina e metodologia, por outro lado aprender a desaprender também exige estas três condições, porém, existe uma outra variante importante que é o desapego.

Aprender a desaprender significa evoluir, deixar aquilo que acreditamos e aceitar novas verdades e como é difícil. Existe uma ferramenta em qualidade total que se chama 5S, onde o primeiro S é o descarte, todos que já trabalharam com esta ferramenta sabe como é difícil convencer as pessoas a abrir mão de objetos e coisas, a resistência é terrivelmente grande para estas coisas físicas e materiais, agora imagine como é difícil descartar idéias, verdades absolutas e dogmas que construímos e carregamos ao longo de nossas vidas, como é difícil mudar.

Hoje se fala muito em mudança, porém, uma coisa é decidir mudar a forma de ser, de agir e de entender o mundo partindo de insight de um curso, de uma informação recebida, de um livro que leu, de um bate papo com um amigo. Outra, muito mais desafiadora, é mudar de fato. Bastam lembrar as deliberações do Ano Novo, as decisões de começar um regime, as tentativas de aprender uma nova língua, etc… , porém, temos que acreditar. No fundo, no fundo o que eu quero dizer com aprender a desaprender é que o problema nunca é como trazer idéias novas e inovadoras para a sua mente, e sim, como tirar as idéias velhas de lá. E a questão é, de onde vem as idéias novas ?

Eu diria que vem das diferenças, vêm da criatividade que vem de justaposições improváveis. Uma idéia nova é boa quando é eficaz e pode ser a competência essencial mais valiosa que um gestor de sucesso pode esperar ter, por outro lado, ninguém pode ter uma boa idéia nova a menos que esteja pronto, disposto e capaz de brincar a sério. Isto pode parecer uma aberração, mas não é, ao contrário, trata-se da essência da inovação. Nesse novo regime, a riqueza decorre diretamente da inovação, não da otimização. Ou seja, o sucesso não provém de aperfeiçoar o conhecido, mas, de apreender imperfeitamente o desconhecido.

No mundo competitivo de hoje, eu diria que já não basta saber de tudo um pouco, é preciso saber de tudo, muito e neste mundo de mudanças para se obter sucesso, todos temos que tentar estabelecer monopólios e ao mesmo tempo, temos que ser fiéis ao quê e a quem somos. Numa sociedade totalmente transparente, não podemos mais fingir que trabalhamos, nem podemos tentar ser uma outra pessoa. Historicamente, quem era diferente enfrentou dificuldades. Hoje, a anomalia é a receita para sobreviver. Agora é muito comum as empresas recompensarem os fracassos excelentes e penalizarem os êxitos medíocres, neste sentido o grande Tom Peters tem uma frase interessante; “Torne-se distinto… ou acabe extinto”. Isto significa que se não houver nada muito especial sobre o seu trabalho, por mais que você se aplique ninguém irá reparar em você. E isso cada vez mais significa que também não irão lhe pagar bem. Não importa o que você faz, para ser bem sucedido você tem de ser original. Qualquer empresa tem suas atividades, suas regras, seus procedimentos e convenções, mas, estas regras e convenções foram feitas também para serem quebradas. A maioria das grandes descobertas e avanços em todo as áreas é conseqüência de iniciativas de pessoas que ousaram quebrar as regras.

Um outro fator que pode contribuir para uma receita de sucesso é a humildade. Como a maior parte dos egocêntricos parece encontrar seu caminho nos negócios, os que são realmente humildes custam a ser reconhecidos. É muito comum gestores chegarem á conclusão de que são o começo e o fim de tudo o que acontece dentro da empresa. Há aqueles que querem passar a impressão de serem humildes, mas, ao mesmo tempo não admitem que os outros deixem de saber algo de significativo a seu respeito. Utilizam-se de uma falsa humildade, com sentenças cuidadosamente elaboradas, que na fachada mostram-se vítimas, mas, no seu âmago abrigam uma mensagem de superioridade que os levam a pensar; “sou o único aqui que faz com que as coisas funcionem”.

Se tivesse que dar uma última dica diría; não seja ganancioso, mas seja audacioso, procure ser o primeiro sempre, seja diferente, mas acima de tudo seja justo, tenha respeito ao seu nome, pois tudo passa, mas, ele permanecerá com você para sempre.

Rubens Fava

A IMPORTÂNCIA DE ESTABELECER METAS CLARAS

Conversando com pessoas sobre seu futuro, ouvimos frequentemente a respeito da vontade de alcançar inúmeras metas; no plano profissional, são comumente citadas as carreiras brilhantes, uma empresa; no plano material, ouve-se sobre o sonho da moradia ideal, de um carro com determinadas características/ e na área familiar e emocional, discorre-se sobre um relacionamento estável e harmonioso. Isto tudo além de viagens e outros itens… Trata-se daqueles sonhos que muitos carregam consigo durante anos. Só que raramente vamos pessoas que, de forma disciplinada e ordenada, entram em ação para obter os resultados que desejam. Isto porque não desenvolvem uma visão clara sobre o que almejam e porque se distraem no meio do caminho, contentando-se com “menos” e desistindo diante das dificuldades.

Em 1979, a universidade de Harvard fez uma pesquisa com seus formandos de MBA e descobriu que o fato de ter objetivos claros e bem definidos por escrito conduziu um pequeno grupo de formandos a obterem melhores resultados para suas vidas.

                Em 1989, dez anos após a formatura, o cenário era o seguinte:

                – 3% tinham escrito os objetivos de forma clara e possuíam metas definidas e planos de ações. Esses 3% ganhavam, em média, dez vezes mais que os 97%.

                -13 até tinham objetivos claros, mas não escreveram. Ganhavam, em média, o dobro dos 84%.

                -84% não tinham seus objetivos muito bem definidos.

                Após dez anos de acompanhamento, aqueles 3% dos formandos que sabiam o que queriam e tinham metas claras, por escrito, ganhavam, em média, dez vezes mais que os demais colegas.

                O que concluir sobre os resultados desta pesquisa?

                Temos muito controle sobre nossas vidas e sobre o que chamamos destino. Determinação e foco é o que diferencia as pessoas acima da média das demais. Isto porque agem na direção de seus objetivos incansavelmente e possuem consciência de que são responsáveis por seus resultados.

                Para ser um profissional acima da média, siga:

  1. Escreva seus objetivos de forma clara e definida com datas de realização.
  2. Vá em direção aos seus objetivos com um plano de ação por escrito. Qual é o primeiro passo? Qual o segundo?
  3. Descubra quais as cresças que o(a) limitam (por exemplo, “não nasci para brilhar” ou “não tenho talento”, etc.) e substitua-as por crenças encorajadoras.
  4. Assuma a responsabilidade por sua vida. O que você “colher”, dependerá do que você “semeou”.
  5. Persista num objetivo até o fim, mantendo o foco.
  6. Planeje seu dia. Antes de ir até seus clientes, por exemplo, concentre-se, informe-se e conheça melhor a pessoa ou empresa com que vai falar.
  7. Transforme seu pensamento. Será praticamente impossível ter sucesso, se tiver constantemente pensamentos pessimistas.

Quem faz por fazer, não conquista; você tem que ser acima da média. Todos os sonhos são realizáveis quando você se decidir firmemente, mas a grande parte das pessoas protela a realização de seus sonhos. Não espere mais nem um dia para começar a concretizar seus objetivos. Direcione sua vida, pois seu futuro depende das decisões que tomar agora!

Dra. Marcia Coutinho Krahforst

*Pais e a Adolescência

Os pais estão cada vez mais preocupados a respeito do futuro de seus filhos, hoje em dia a família não mais se sente auto-suficiente para administrar a educação de seus filhos, é comum que busquem ajuda em programas de TV, no ciclo social, e principalmente, encarem a escola como uma parceria na formação dos filhos em todos os aspectos educacionais. As expectativas que os pais têm da escola são inúmeras, mas pode-se resumir dizendo que os pais esperam que a escola reforce aquilo que eles ensinam em casa, e ainda preencha as lacunas que eles, pais, não se sentem capazes (e talvez realmente não sejam) de preencher. Hoje é motivo de preocupação para os pais questões que antes eles podiam resolver simplesmente ocultando dos filhos, ou impondo-lhes uma dita “verdade” ou simplesmente proibindo-os, tais como questões de religião, etnia, ideologia, classe e etc. hoje passaram a ser tema de debate que não pode ser mantido fora do diálogo entre pais e filhos bem como da sala de aula. Temas que obrigam os pais a “saber” tratar, e que faz com os pais se preocupem em como a escola vai tratar.

A relação entre os pais e filhos mudou, pois mudou a família, tomando novas formas através de divórcios e segundos casamentos, madrastas e padrastos, meio-irmãos, irmãos dos irmãos e primos que não tem relação consangüínea, “pais de fins-de-semana”, mães que trabalham fora de casa, e por isso não podem manter a mesma dedicação à Educação dos filhos como a anos atrás, e diversas outras “novidades” que atualmente são corriqueiras na vida das crianças. Aumentou o nível de preocupações dos pais e também o número de coisas que eles tem de considerar, os jovens hoje estão expostos a uma diversidade de informações e de “perigos” que antes não existiam.

Os valores e as tradições educacionais estão em contínuo processo de transformação, porque a sociedade é dinâmica e a “verdade” efêmera. Não se pode mais acreditar numa solução unívoca que atenda a todas as demandas educacionais que se tem hoje em dia, os pais e as escolas agora têm de se adaptar ao movimento da sociedade, buscando encontrar caminhos para preparar as crianças para o futuro, para isto tem-se que enfrentar a polêmica e encarar as possibilidades de caminhos que podem variar de formas conservadoras, até reacionárias, a formas revolucionárias.

Não importa o quão tradicional seja a educação que se pretende dar aos filhos, não se tem como ignorar os processos de formação da personalidade individual, bem como os mecanismos afetivos, destacar apenas o comportamento observável de uma criança ou adolescente acarretará num sério problema de comunicação entre pais e filhos que pode levar a drásticas surpresas.

O comportamento não é controlado apenas por suas conseqüências, então o uso de recompensas e de punições para induzir o comportamento desejado, pode levar ao estabelecimento de uma relação de troca onde deveria haver uma relação de afeto e confiança. Os pais de todo mundo lançam mão desta idéia, e passam a reforçar o estímulo para a Educação criando várias formas de punição e também de recompensa, se utilizam desta técnica para obter um “bom” comportamento dos filhos, ou seja, um comportamento condicionado, obediente, mas fácil de lidar.

Isto ocorre até hoje dentro de famílias modernas e dos estabelecimentos de ensino, mesmo se sabendo que esta é uma visão sectária, não levando em conta todo o processo interno ao sujeito (não observável) mas de grande valor na formação da personalidade. Uma rígida disciplina parece ser o caminho para o sujeito de comportamento “bem educado”, então a disciplina é a obrigação dos educadores (pais ou professores), pois é o que permite a aprendizagem. Contudo, mesmo não questionando a importância de por limites ao comportamento, afinal, a vivência em comunidade impõe esta condição, o controle autoritário do comportamento ignora a individualidade dos sujeitos, ignora a possibilidade de diferentes respostas a um mesmo estímulo. Entretanto, como é uma técnica de emprego fácil e que muitas vezes pode dar rápidos resultados, ou pelo menos resultados aparentes, se torna uma grande tentação para o educador, só que estabelece uma relação autoritária, não recíproca e que, se não receber outras formas de comprometimento, pode se tornar hostil, principalmente na adolescência.

É por este motivo que este tipo de Educação vem sendo cada vez mais criticada, e tem perdido espaço para novos experimentos que se preocupam com a formação do caráter, com o saber ser apreendido, assimilado e refletido, com desenvolvimento da individualidade ou mesmo da humanidade. O respeito aos pais é construído sinceramente, sem que seja forjado pelo medo.

Por isso, no final dos anos 70, os pais da classe média passaram a questionar o tipo de educação que receberam, vale lembrar que eles haviam passado por processos de liberação sexual, luta contra a ditadura, crítica a censura, intenso contato com teorias psicológicas, novas teorias pedagógicas e outras coisas, que faziam eles questionarem a validade de se manter uma relação tão apartada com seus filhos, impondo-lhes a aceitação de tudo de forma arbitrária, através da força. Os pais de classe média mais “liberais” foram os primeiros a procurar por uma valorização do lado humano, afetivo, criativo, consciente e experimentador da infância e da adolescência, mas, anos mais tarde, tiveram de deparar com uma realidade não muito animadora, que é a deficiência de se controlar e de impor limites que permitam aos filhos uma boa convivência social e uma boa colocação dentro da sociedade, nenhum pai quer que seu filho se sinta excluído.

Gravidez precoce, abandono dos estudos, uso de drogas, prostituição, violência, brigas, pequenos crimes entre outras coisas são preocupações constantes dos pais, suas maiores dúvidas são saber como conduzir os filhos por um caminho onde estas coisas estão presentes, tendo de protegê-los e ao mesmo tempo de prepará-los para o enfrentamento, como explicar sem manipular, como afastar sem coibir a liberdade, ou seja, como impor limites, informar, esclarecer, cuidar, aceitar os riscos e amar, tudo na medida certa, medida esta que é totalmente desconhecida dos pais e dos filhos. Os objetivos dos pais estão ligados a preparar o filho para a “vida”, dando-lhe confiança, criatividade e iniciativa, há uma grande preocupação com a formação do caráter e de um comportamento ético, mas não esquece da necessidade de adequação às exigências do mercado de trabalho e da comunidade, condições de sobrevivência, que ainda apresentam cobranças muito “tradicionais”.

A adolescência é, em especial, um período de muita instabilidade para as pessoas, pois nela ocorrem diversas transformações hormonais que mexem não só com o corpo, mas também com a mente. Após os 11 anos, o pensamento já atinge um certo nível de abstração, então a percepção passa a ser também subjetiva, o que permite ao adolescente fazer uma reflexão crítica das coisas, nesta hora, os pais, que se esforçaram em dar condições aos filhos de questionamento da realidade, vão perceber antes dos outros os primeiros resultados desse esforço, muitas vezes em forma de um questionamento a respeito deles pais, o que não deve ser encarado como algo negativo, e sim a nascimento de um novo projeto de vida.

Entre os 11 e 12 anos, a puberdade está em latência, é comum aparecerem distúrbios motores, afetivos, biológicos advindos deste novo contexto sócio-afetivo. Até os 11 anos, a noção de grupo, de comunidade, de ligações afetivas era baseada em coisas bem concretas (família, turma da escola, turma da rua, etc.), após os 11 anos, a criança já possui novos parâmetros (que só vão se ampliar) de relacionamentos, e a identificação de grupo ao qual ela pertence se transforma.

Para optar entre estes novos parâmetros (que envolvem a postura profissional, sexual, ética, empreendedora e tudo mais), os jovens levam em consideração tudo que existe ao seu redor que eles começam a perceber, separam os que mais parecem lhes satisfazer e daí pesam os prós e os contras de cada um, levando em conta não só a vontade própria, como também a opinião dos pais, que tem um valor fundamental afetivo. Mas nem sempre a decisão final agrada aos pais (na maioria das vezes, isto é causado simplesmente devido à “defasagem” ocasionada pelas mudanças socioculturais entre a adolescência dos pais e a dos filhos, sem que signifique realmente um motivo concreto para a preocupação dos pais), daí ser comum o sentimento dos pais de querer impedir o crescimento dos filhos no intuito de protegê-los, só que eles também querem ver desenvoltas as aptidões individuais dos filhos e suas personalidades próprias. Cria-se um paradigma paterno que espelha um outro paradigma, o dos filhos adolescentes, que experimentam agudamente o medo, a ansiedade e o sentimento de que perderam a infância para algo que desconhecem, e ao mesmo tempo, vontade crescerem e de se afirmarem como indivíduos.

Entretanto, muitas vezes, observa-se um comportamento esquivo em adolescentes, tal como, querer dormir demais, ser muito tímido, não ter ânimo para sair de casa ou fazer as coisas, comer absurdamente, ficar o tempo todo jogando no computador, uso de drogas, ficar com a atenção presa a TV, etc., mas este comportamento é uma fuga do paradigma que o aflige. Da mesma forma, que muitos pais enchem seus filhos com “gordas” mesadas, cedem-lhe às vontades, ou os matriculam em uma enorme quantidade de tarefas extracurriculares, para fugir do mesmo paradigma. Estes são, sem dúvida, comportamentos que fogem da tentativa de comunicação entre pais e filhos, mas a comunicação com os pais é de grande valor para os filhos, bem como suas opiniões lhes servem na formação do caráter. Nada disso, vai fazer com que os filhos sigam estritamente o que os pais lhe recomendam, contudo com certeza vai influenciar suas ações e diminuir a angústia de ambos.

Pais e adolescentes sofrem com as mudanças que ocorrem nesta fase do desenvolvimento humano (que vai dos 11 ou 12 anos até os 17 ou 18 anos), a tarefa de saber como se educar já não é fácil, aliás, é uma proposição suficientemente difícil em qualquer idade, nesta as dificuldades são ainda maiores, mas exatamente por ser um período de grandes mudança é que ele se torna um período muito fértil e criativo, que pode desembocar em um relacionamento muito bom entre pais e filhos, mas para isso, ambos tem de enfrentar o problema juntos, encarando as dificuldades e respeitando uns aos outros, se comunicando sinceramente, sem medo e sem julgamentos, apenas, honestas tentativas de ajudar.

mabcentromedico

 

A vida de todo profissional é recheada de momentos difíceis, desafios, pressões de todos os lados. O sucesso é o troféu a ser conquistado, e para trilhar o caminho que nos leva ao sucesso, precisamos estar sempre motivados. Mas como nos manter motivados, pessoal e profissionalmente, a despeito de todos os contratempos, dificuldades e pressões de nossa vida cotidiana?

É preciso desenvolver a capacidade de auto-motivação. Saber levantar o “astral” quando as coisas não estão boas e se manter motivado independente dos acontecimentos.

Os principais componentes que influenciam nossa motivação são:

· nosso estado de espírito interior;

· o ambiente em que estamos inseridos em nossa vida pessoal e no trabalho;

· acontecimentos externos que ocorrem independente de nossa vontade.

Nosso estado de espírito depende de nós mesmos e é o componente que mais podemos influenciar. Neste sentido, existem algumas dicas importantes que ajudarão a nos manter motivados.

Ter objetivos e metas claras – quando sabemos exatamente o que queremos, onde queremos chegar, e o tempo e as tarefas que teremos de executar, fica bem mais fácil nos mantermos motivados, pois, apesar dos sacrifícios, nos orientamos pelo desejo de alcançar nossos objetivos.

Mantenha o bom humor – está provado que as pessoas bem humoradas são mais motivadas. De certa forma, as tarefas tornam-se mais fáceis de serem realizadas quando estamos felizes e bem humorados, este estado de espírito ajuda a motivação.

Crie o hábito da motivação – devemos nos manter numa postura sempre de alto astral, fazer as coisas com entusiasmo, manter uma atitude positiva e andar de cabeça erguida, mesmo na presença de algum contratempo. Há uma inter-relação entre nosso estado de espírito e nosso comportamento, um influenciando o outro reciprocamente. Se você andar de cabeça baixa e ombros caídos certamente a tendência é tornar-se desanimado. Mas, se mesmo diante de acontecimentos difíceis, você permanecer com atitude firme e altiva, conseguirá manter sua motivação e seu bom astral.

O ambiente em que estamos inseridos também é fundamental para nossa motivação. Neste caso é melhor nos acostumarmos a influir positivamente no ambiente, do que deixar que o ambiente influa em nosso estado de espírito. Algumas dicas para manter a equipe de trabalho ou seu ambiente familiar bem motivado.

Mostre que você faz parte do time – esteja sempre presente, comunique-se, troque idéias, ouça as pessoas, leve em conta os interesses das pessoas com quem convive.

Elogie as pessoas – o elogio é um grande fermento para a auto-estima. Todos gostam de ser reconhecidos e elogiados. Neste sentido o elogio serve como um grande meio de motivar as pessoas. Mas cuidado! Para ser positivo e realmente motivar as pessoas, o elogio precisa ser sincero. Elogie o desempenho das pessoas, sua aparência, ou alguma área de sua vida pessoal ou profissional que mereça elogio.

Transmita confiança – em sua interação, tanto no ambiente de trabalho como em suas relações familiares, procure transmitir confiança, entusiasmo, atitude positiva, certeza no futuro. Estes comportamentos acabarão por influenciar positivamente os outros, fazendo com que você se torne um motivador de pessoas.

Muitos acontecimentos externos também têm o poder de influenciar nossa motivação. Pode ser uma crise na empresa, problema familiar, dificuldade financeira, problemas de saúde, etc.. O que devemos fazer é sempre olhar estes acontecimentos pelo lado positivo.

Conhece a historia do copo com água pela metade? Os pessimistas dizem que ele está meio vazio e os otimistas dizem que ele está meio cheio. Então todos os acontecimentos têm algum lado positivo. Se você perdeu o emprego, por exemplo, eis aí uma ótima oportunidade de repensar sua vida, fazer algo diferente, e conseguir um emprego até melhor do que o anterior. Muitas vezes uma derrota pode nos dar lições que terão um impacto extremamente positivo em nossas vidas. Pense nisso.

Concluímos que, no processo de desenvolvimento de nosso marketing pessoal, é fundamental aprendermos a arte da motivação. Desta forma, conseguiremos motivar a nós mesmos para trilharmos o caminho do sucesso, ainda que em momentos difíceis, e também motivar a todos que convivem conosco.

Celso Maiorki

Uma proposta de lei antiterrorista saudita, que daria amplos poderes ao Ministério do Interior e exigiria sentenças de prisão por críticas ao rei poderia efetivamente esmagar as divergências políticas, afirmam defensores dos direitos humanos.

A lei permitiria que prisioneiros fossem detidos sem julgamento, e que os julgamentos e as apelações fossem secretos, disseram defensores dos direitos humanos sauditas e estrangeiros. Isso garantiria também ao Ministério do Interior amplos poderes, incluindo a capacidade de grampear telefones ou revistar casas sem permissão do judiciário.

Ativistas sauditas há muito têm acusado o sistema judicial e o Ministério do Interior de falta de respeito aos direitos humanos, mesmo quando esses direitos existem legalmente. A nova lei, afirmam os ativistas, legalizaria essas práticas, removendo todas as restrições.

“Cada coisa sobre a qual nós os criticávamos no passado vai ser legitimada”, disse por telefone Bassem Alim, um advogado defensor de um grupo de homens presos em 2007 sob acusação de terrorismo. Esses homens foram acusados formalmente apenas em agosto de 2010, e seu verdadeiro crime, segundo Alim, foi ter tomado os passos básicos para formar um partido político.

“Cerca de 99% da lei não tem nada a ver com o terrorismo, mas sim com divergência política”, disse Alim.

Propostas para renovar as leis antiterrorismo têm sido consideradas desde 2003, mas o projeto de lei havia sido engavetado, afirmam os ativistas. Ele foi reavivado agora para combater qualquer manifestação do tipo dos movimentos antigovernamentais que estão desafiando os governos árabes em toda a região, disseram os ativistas.

O brigadeiro-general Mansour Turki, porta-voz do Ministério do Interior, disse via e-mail que não tinha comentários a fazer sobre o projeto de lei. O projeto está sendo analisado pelo Conselho Consultivo, uma comissão indicada pelo governo que raramente desafia a monarquia.

Críticos afirmaram que as definições da lei para crimes de terrorismo são vagas o suficiente para abranger todas as formas de atividade. Ela usa termos genéricos como “prejudicando a reputação do Estado”, por exemplo, de acordo com uma tradução da Anistia Internacional.

A lei também exige uma sentença de 10 anos de prisão para qualquer pessoa que declarar o rei ou o príncipe herdeiro como infiéis, uma tática muito usada por organizações muçulmanas extremistas para minar a monarquia. Também seria aplicada a mesma punição a qualquer um que questionar a integridade ou honestidade desses dois homens.

“Eles não estão deixando claro por que questionar a integridade do rei é uma questão de segurança”, afirma Dina el-Mamoum, uma especialista saudita na Anistia Internacional.

Alguns ativistas encaram a lei como uma tentativa do príncipe Nayef, o há muito ministro do interior, para consolidar seu poder e de seu filho, príncipe Mohammed, que controla as operações de antiterrorismo.

“Deveria haver algumas garantias dos direitos humanos básicos”, disse Mohammad F. al-Qahtani, líder da Associação Saudita de Direitos Civis e Políticos. “Nenhum direito é mencionado na lei.”

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Neil MacFarquhar

Tradução de Aline de Oliveira

Acesse o original aqui

*Independência do Brasil

O 7 de Setembro é considerada a data mais importante para o povo brasileiro, com exceção da Bahia.

Na Bahia a luta pela Independência veio antes do resto do território, e só concretizou-se quase um ano depois do 7 de setembro de 1822 ao custo de milhares de vidas e acirradas batalhas por terra e mar antes de se emancipar de Portugal.

Luta, como assim luta?? Nós somos um povo pacífico, não gostamos de luta.

Pelo contrário: somos um povo guerreiro e nossa independência de Portugal custou muitas vidas, diferentemente do que se acredita por ai.

A Guerra da Independência ocorreu entre 1822 e 1824.

A proclamação de independência do país, em 1822, pelo imperador Dom Pedro I – que não estava montado em um cavalo tão belo como o do quadro acima, montava uma mula (muito mais útil para as precárias estradas daquele tempo – é, estradas nunca foram nosso forte), não foi facilmente reconhecida por Portugal nem por todos brasileiros.

Ela foi seguida por uma série de lutas entre partidários dos portugueses e os defensores da independência, desencadeadas em diversas províncias: Cisplatina, Piaui, Maranhão e Grão-Pará.

A Independência da Bahia foi iniciado em 1821 (com raízes anteriores) e com desfecho em 2 de julho de 1823. Salvador aderiu à Revolução liberal do Porto, de 1820 e, com a convocação das Cortes Gerais em Lisboa, em janeiro do ano seguinte, envia deputados como Miguel Calmon du Pin e Almeida na defesa dos interesses locais.

Dividem-se os interesses, acirram-se os ânimos: de um lado, portugueses interessados em manter a província como colônia, do outro brasileiros, liberais, conservadores, monarquistas e até republicanos se unem, finalmente, no interesse comum de uma luta que já se fazia ao longo de quase um ano, e que somente se faz unificada com a própria Independência do Brasil a partir de 14 de junho de 1823, quando é feita na Câmara da vila de Santo Amaro da Purificação a proclamação que pregava a unidade nacional, e reconhecia a autoridade de Pedro I.

Existe um mito bem interessante sobre um corneteiro durante a guerra. Segundo o mito, a vitória baiana na Batalha de Pirajá foi decorrente de um toque errado de corneta. Temendo ficar sitiado, o Major José de Barros Falcão, no comando de posição-chave, mandara tocar a retirada, mas o corneteiro Luís Lopes, um português que combatia do lado brasileiro, se precipitou e tocou o oposto: avançar e degolar. O interessante é que as tropas brasileiras nem contavam com cavalaria. Acreditando a chegada de reforços, os portugueses saem em debandada e os brasileiros, quase derrotados, vencem.

Na província Cisplatina, as forças da junta estavam divididas. Após a vitória na Bahia, o almirante Cochrane enviou à Cisplatina cinco navios, que bloquearam Montevidéu. Em fins de 1823, as tropas portuguesas foram expulsas. A instabilidade na região do Prata, entretanto, daria origem posteriormente a levantes como a Guerra da Cisplatina e a Guerra do Prata.

A Guerra da Cisplatina ou Campanha da Cisplatina foi um conflito ocorrido entre Brasil e Argentina no período de 1825 a 1828 pela posse da atual República Oriental do Uruguai. O termo ‘Cisplatina’ indica a região denominada ‘Banda Oriental’ do Rio da Prata (Argentina) Rio da Prata.

Território argentino até 1821, ele é incorporado ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves por Dom João VI com o nome de Província Cisplatina . A anexação é justificada pelos direitos hereditários que sua esposa, a Princesa Carlota Joaquina, teria sob a região.

A falta de um exército sistematizado e o gasto na contenção de outras revoltas no Brasil, forçou Dom Pero I a reconhecer a independência da região Cisplatina. Com o fim da guerra, o governo brasileiro assinou o acordo estabelecido pelo Tratado de Montevidéu. Conduzido por autoridades britânicas e francesas, o tratado oficializou a criação do Estado Oriental do Uruguai.

Com o término da Guerra da Independência, todas as províncias estavam incorporadas ao Império Brasileiro, garantindo a unidade territorial, o que, no entanto, não significou o fim das rivalidades entre favoráveis a Portugal e os patriotas.

A participação britânica pontuou mais um episódio em que a Inglaterra buscava garantir seus interesses econômicos no território brasileiro. Ao fim do conflito, Dom Pedro I contraiu uma enorme dívida que, mais uma vez, consolidava a relação de dependência econômica do Brasil para com a Inglaterra.

Nossa independência restringiu-se à esfera política, não alterando em nada a realidade sócio-econômica, que se manteve com as mesmas características do período colonial. A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.

D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O “sete de setembro” foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

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Equipe VemSer

*Uma doce recordação

Não me apetece…

Mas, hei!

Ao menos dizer,

Antes que por outras vias

Velho!!, diria:

Novos dias,

Novas vias…

De novo dito,

saudades?

Novo dito,

Sardas alheias

Lembram-me dum olhar

Preso ao horizonte

Triste a vagar…

Sua tristeza não vem

De infinda solidão

Saborear o que há de doce

Na imensa melancolia

Foi sua nobre opção…

Não és rosa;

Não és magnólia,

Não és orquídea,

És tu, simplesmente tu…

Uma doce recordação

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Guilherme Corrêa